
O PREC E O RELÓGIO DAS REVOLUÇÕES
O 25 DE ABRIL E AS REVOLUÇÕES QUE MARCARAM A HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA:
O QUE TÊM EM COMUM? O QUE OS DISTINGUE?
Ao longo da primeira metade do século XX, qualquer olhar sobre a Comuna de Paris esteve formatado pela experiência da Revolução Russa. Esta, por sua vez, começou logo a ser vista com um olhar condicionado pela Revolução Alemã de 1918-23, e na segunda metade do século, pela Revolução Chinesa de 1949.
A Revolução dos Cravos, que só é grande à escala de um pequeno país, não escapa a essa lei da História e deixa também a sua marca na leitura das grandes revoluções anteriores.
Com o olhar de quem viveu, acompanhou e refletiu sobre a Revolução Portuguesa de 1974-75, retoma-se também nesta obra a análise da Comuna de Paris, da Revolução Russa e da Revolução Alemã, numa tentativa de entender os elementos que afastam ou aproximam estes grandes momentos históricos.
«O vazio de poder que se manifesta em todas as revoluções assumiu, por isso, no caso português, formas excepcionalmente agudas. Não havia soluções de reserva no arsenal da burguesia – partidos republicanos, radicais, conservadores, reformistas, como na França de 1870; ou partidos socialistas que controlassem os sovietes, como na Rússia de 1917; ou que controlassem os conselhos de operários e soldados, como na Alemanha de 1918.»






